Já pensou em uma sociedade com ampla abertura a lideranças femininas?

Em 2019, o Brasil chegou ao 10º lugar dentre os países que mais possuem mulheres em cargos de liderança. Já em 2020, o percentual de mulheres, em cargos de chefia, passou de 25% para 34%, segundo o Sebrae.

O trabalho de organizações como a Rede Mulher Empreendedora (RME), que fomenta o empreendedorismo feminino, é uma grande aposta para a correção de um mercado tradicional, dando cada vez mais voz às mulheres empreendedoras que estão por aí.

Lideranças femininas são fortes, conhecidas como empáticas, flexíveis e por saber lidar bem com crises. Elas geram grandes culturas organizacionais.

Homenageando o Dia Internacional da Mulher, que é celebrado no 8º dia de Março, trouxemos uma lista para inspirar as potenciais empreendedoras, com grandes líderes que estão ascendendo em suas áreas de atuação. 

Do e-commerce à neuroengenharia, da educação à uma das maiores varejistas da América Latina. 

1 – Karine Oliveira, CEO da Wakanda Educação Empreendedora

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A jovem, de apenas 27 anos, pensou em uma forma diferente e única de educar os leigos sobre negócios. 

Baiana, formanda em Serviço Social e técnica em Economia, ela sentiu que a forma tradicional de ensino não era inclusiva, devido à linguagem técnica (demais). Vendo essa situação, e com vontade de levar o ensino para os povos mais marginalizados, foi fundada a Wakanda Educação Empreendedora, em Salvador.

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Seus infoprodutos, então, possuem uma linguagem coloquial, cheio de gírias e termos regionais para a total compreensão de todos sobre o conteúdo. 

Sua ideia foi aclamada mundialmente, já que Karine, em 2020, foi parte do Under 30 da Forbes, que seleciona os principais jovens em ascensão no ano em diferentes áreas de atuação, na categoria “Ciência e Educação”. 

Wakanda vem do filme Pantera Negra, lançado em 2018, que mostrava um herói negro, em um país africano, líder de uma nação referência em tecnologia e desenvolvimento. 

2 – Michele Souza, CEO da Cycor

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Uma empreendedora que participou do programa de tv Shark Tank Brasil e, não só emocionou a todos, como conseguiu o feito inédito de receber investimento de todos os tubarões.

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Michele foi diagnosticada com autismo leve aos 13 anos, o que explicava a sua conduta diante à prática de estudos frequente. Formada em Neuroengenharia, especializada em Biônica, Cibernética, Biorobótica e Integração entre Seres Vivos e Máquina, Michele fundou a Cycor em 2013, como uma empresa de impacto social. Mas de onde ela surgiu?

Em 2009, ela descobriu que sua esposa estava com câncer ósseo. Michele, assim, começou a desenvolver uma tecnologia que prolongasse a vida de sua mulher, mas apenas 4 dias antes do protótipo ficar pronto, ela faleceu.

No entanto, Michele não deixou de trabalhar no projeto, desenvolvendo produtos para deficientes físicos de forma barata e acessível. Dentre eles, ela desenvolveu um exoesqueleto que faz com que cadeirantes consigam se levantar, caminhar e sentar; e o Argedom Robotics, que é um aparelho capaz de conectar qualquer ser vivo a qualquer máquina de qualquer lugar do mundo.

Hoje, a Cycor produz os equipamentos no Brasil e consegue disponibilizá-los pelo crédito acessibilidade do governo, tendo um alcance ainda maior de consumidores.

3 – Vivianne Vilela, Chief Content Officer do E-commerce Brasil

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Que o e-commerce cresceu exponencialmente no último ano não é segredo para ninguém. Dado o cenário, os eventos e portais de notícia relacionados à área cresceram simultaneamente.

Vivianne começou sua carreira no Sebrae e, hoje, é, simplesmente, a diretora executiva de criação dos conteúdos digitais do maior portal de comércio eletrônico do país, o E-commerce Brasil, onde atua há mais de 8 anos. 

O mesmo realiza o maior evento de e-commerce da América Latina e um dos maiores do mundo, que, inclusive, é um dos projetos lapidados por ela.

Vivianne tem, dentre seus princípios, o foco no relacionamento com o consumidor, de forma íntima e pessoal. Dessa forma, é possível entender as dores e vontades de um determinado cliente, podendo realizar vendas de forma cirúrgica.

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Vivianne ainda afirma que o e-commerce é complexo, e deve ser trabalhado minuciosamente para o seller entender seu público e atingi-lo de forma efetiva.

4 – Maitê Schneider, fundadora do TransEmpregos

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Curitibana, Maitê começou sua história tentando encontrar um emprego, tendo as portas sempre fechadas, devido à transgeneridade. Ela, então, resolveu ser dona de seu próprio negócio, quando começou a empreender. 

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Em 1997, ela criou a Casa Maitê, que foi o primeiro site brasileiro sobre diversidade. Já em 2013, junto da advogada Marcia Rocha, fundou a TransEmpregos.

TransEmpregos é uma plataforma de empregabilidade para homens e mulheres trans. Por ela, é capaz de fazer intercâmbio de currículos e gerar incentivo à contratação de uma parcela da população, até então, marginalizada.

Em 2020, foi indicada ao Prêmio Viva, iniciativa da Marie Claire em parceria com a Avon, na categoria “Autonomia Econômica” e, hoje, é embaixadora e influenciadora da Rede Mulher Empreendedora (RME).

5 – Luiza Helena Trajano, ex CEO do Magazine Luiza

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Já nacionalmente conhecida, Luiza Helena Trajano é a ex CEO do Magazine Luiza e a atual Presidente do Conselho de Administração da companhia.

Dentre as mulheres empreendedoras, ela é uma grande referência. Unindo honestidade e inteligência emocional com a experiência de vendedora, por trabalhar desde aos 12 anos na boutique comandada pela tia – a fundadora e 1ª CEO do Magalu, e xará de Luiza – transformou a organização em um dos maiores e mais respeitados marketplaces do Brasil.

Durante sua gestão, o Magazine Luiza adentrou o meio digital, criou a influenciadora virtual da marca – a Lu – que já possui 5 milhões de seguidores no Instagram, e lançou seu IPO – em 2011.

Hoje, ela é uma líder, sobretudo, humana. Preferiu não demitir ninguém durante a crise do Covid-19, já que reconhecia a desigualdade criada durante o cenário de desemprego. Fez, aliás, mais de 400 lives e entrevistas digitais para disseminar o conhecimento de empreendedorismo.

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Em 2013, Luiza, ainda, ajudou a fundar o Grupo Mulheres do Brasil, uma organização que luta pela maior inclusão social das mulheres em empregos, cargos de liderança e na política. Dá voz, também, para mulheres negras lutarem a favor da igualdade racial.

BÔNUS – Dani Almeida, Influenciadora Digital

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Dani Almeida é jornalista e especialista em comunicação, com 12 anos de carreira. Com sua experiência em comunicação, passou a empreender e escalar suas vendas com ajuda dos meios digitais.

Com o sucesso on-line, passou a ajudar mulheres empreendedoras em suas redes sociais. Conseguiu, assim, bater mais de 250 mil seguidores em seu Instagram e no seu canal do Youtube, juntos.

Apaixonada em auxiliar mulheres a alcançar o sucesso profissional, já reuniu mais de 5 mil alunos em seus cursos, de comunicação e marketing digital, e concluiu outras centenas de consultorias e mentorias.

Só mais 1 BÔNUS – Adriana Barbosa, CEO da Feira Preta

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Adriana Barbosa é uma empreendedora brasileira que já esteve na lista dos 100 Afrodescendentes Mais Influentes do Mundo (Mipad) das Organizações das Nações Unidas (ONU).

Quando tinha 15 anos, começou a trabalhar fora de casa, passando por áreas de rádio e TV, até que ficou desempregada. Nesse período, montou um brechó, passando a participar de feiras para expor sua marca.

No entanto, reparou que a maioria dos expositores eram brancos. Assim, passou a se comunicar com os profissionais negros que se esbarrava nos eventos e convidou a todos para montar uma feira de incentivo aos produtores e à produção negras. Assim surgiu a Feira Preta, o maior evento de empreendedorismo e cultura negra do Brasil.

Em 2019, aliás, Adriana fundou o PretaHub, uma aceleradora de empreendimentos liderados por negros. 

No final de 2020, o PretaHub, ainda, abriu uma extensão: a Casa da Preta, um espaço cultural que apresenta shows, livros e demais manifestações da cultura africana.

Mulheres empreendedoras mostram uma liderança fora da curva, longe do tradicionalismo.

O mercado precisa deixar de ter uma visão unilateral. Por isso, empresas com mulheres em cargos de liderança possuem um importante diferencial: a capacidade de enxergar o público, não só pelo olhar masculino. Quando se tem essa percepção a mais, as chances de alavancar o negócio aumentam imensamente.

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Vitor Lima

Vitor Lima

Vitor é CEO do Magis5 e fundou a plataforma depois de ter problemas nas entregas dos seus pedidos nos marketplaces. Vitor é especialista em tecnologia, e-commerce e é apaixonado por inovação e startups