Não resta dúvidas que um dos setores mais beneficiados durante a pandemia do novo Covid-19 foi o de e-commerce, pois, como as pessoas estavam proibidas de sair de casa, esse setor ofereceu uma solução rápida e prática para comprar diversos produtos.

Segundo dados da Compre&Confie, empresa de inteligência de mercado, entre 24 de fevereiro e 24 de maio deste ano, o e-commerce nacional chegou a faturar R$ 27,3 bilhões, sendo este um número 71% maior que o mesmo período em 2019.

Por isso, neste texto, vamos abordar os principais aspectos do que mudou no comportamento de compra do consumidor e qual o impacto do Covid-19 nas vendas online para diferentes setores, para que você tenha os melhores dados possíveis para traçar estratégias para o seu comércio eletrônico.

Segurança e primeira experiência com a compra online

Apesar do e-commerce ser cada vez mais utilizado pelos brasileiros, muitas pessoas nunca tinham realizado uma compra online e para elas, todo este ambiente era extremamente novo. Um dos principais pontos que os consumidores prezam é a segurança para realizar as compras online, pois, quem nunca fez isso, tem medo de cair numa fraude ou ser enganado.

Portanto, garantir que o seu comércio eletrônico tenha certificados de segurança e traga proteções para o usuário que vai fazer compras é essencial. Além disso, como muitos nunca fizeram isso, garantir que o cliente tenha uma boa primeira experiência com a compra online é essencial.

Muitos vendedores optam pelos marketplaces para por conta de toda infraestrutura, segurança e autoridade de marca que grandes sites como Mercado Livre e Magalu possuem.

Afinal, se na primeira vez que o cliente fizer uma compra online ele não tiver uma boa experiência, seja com a navegabilidade do site, seja com o suporte, prazo, ou outros aspectos. É improvável que ele compre novamente com você e é improvável até que ele seja uma pessoa que continue comprando na internet.

Número de pedidos e ticket médio do e-commerce brasileiro na pandemia

A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) e a Konduto realizaram um estudo que sem dúvidas é uma excelente forma de avaliar o impacto do covid-19 nas vendas onlines. 

Este estudo foi feito para cada um dos setores de produtos e serviços de e-commerce, ele abrangeu a análise de mais de 50 milhões de pedidos em  4 mil lojas entre os dias 1° de março e 20° de junho de 2020. 

Para a categoria de produtos os resultados foram divididos em 16 categorias diferentes e também foi realizada uma análise geral. O que se observa nos dois últimos períodos analisados é uma queda de quase 25% da média de pedidos por dias. 

A pesquisa atribui esse fator a flexibilização do isolamento social nas grandes cidades, a medida que a flexibilização começar a aumentar, os números devem diminuir, contudo, muitas pesquisas também apontam que a compra através dos e-commerces “veio para ficar”.

Números do e-commerce brasileiro na pandemia do covid-19
Fonte: https://abcomm.org/Pesquisas/ecommerce-no-covid-konduto-abcomm.pdf 

Comportamento do consumidor na navegação online

Segundo a Social Miner, o tráfego nos sites de uma maneira geral passou a ser mais bem distribuído, pois, muitas pessoas acabaram por passar o dia inteiro em casa e navegando na internet, apesar de muitos estarem em home office. Com isso, os horários de picos ocorreram entre às 13h-14h e 17h-19h.

No período noturno, os acessos continuam em alta, pois é quando as pessoas estão fora do seu horário de trabalho, porém ainda em casa e um dos picos de conversões aconteceu nas semanas anteriores aos dia das mães (10 de maio).

Comportamento de compra.

Segundo o Sebrae, durante a pandemia os consumidores priorizaram a compra online de itens essenciais. As vendas de supermercados, tiveram um aumento de 16% e a taxa de conversão média no setor aumentou 8,1. Já as visitas em sites de saúde aumentaram 11% e as vendas 27%. Por fim, um dos setores que mais se beneficiaram foi o de delivery que já tinha uma taxa de procura razoável e só aumentou durante a pandemia.

Um estudo feito pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), mostrou que para 1000 entrevistados, 92% realizaram compras online na pandemia, destes 8% fizeram isso pela primeira vez e 61% das pessoas aumentaram a frequência na realização de pedidos.

Segundo outro estudo da mesma instituição, os acessos mobile (feitos por um smartphone) aumentaram muito para a realização de compras online, com isso, durante a pandemia o mobile atingiu marcas de 70% contra 30% para os dispositivos desktops. Destes acessos feitos pelo celular, cerca de 73% fizeram compras por meio de apps e 23% em sites.

Portanto, garantir uma boa navegabilidade e experiência mobile no site da sua loja virtual  ou utilizar marketplaces que utilizam dessa vantagem, é fundamental para que você consiga mais conversões e mais vendas.

Meios de pagamento nas compras do e-commerce

A SBVC divulgou uma pesquisa feita a partir das preferências de meio de pagamento utilizadas no momento em que o cliente vai realizar compras online e os principais dados obtidos foram:

  • O uso de cartões de crédito, teve uma queda de 17% e agora 56% dos consumidores utilizam essa forma de pagamento.
  • O número de pessoas que utilizam boleto para pagamento se manteve em 14%
  • O PayPal/PicPay cresceu 100%, chegando em 16%
  • As transferências online quase triplicaram seu uso, atingindo o número de 14%.

A partir desses dados, você pode avaliar diferentes estratégias de ofertar meios de pagamento aos clientes do seu comércio eletrônico para tentar suprir as necessidades dele e dar diversas opções para que ele faça o pagamento da forma que se sentir mais seguro.

Tendências Futuras do Coronavírus

Sem dúvidas, os efeitos da Covid-19 nas vendas online ainda vão permanecer por algum tempo, porém, em alguns estados do Brasil, podemos ver uma tendência de flexibilização do isolamento social.

Contudo, as compras online não devem ser extremamente afetadas por isso. Pois, esse hábito deve permanecer na maioria da população, principalmente naqueles que tiveram uma boa experiência de compra.

Para vender mais, uma excelente alternativa é utilizar os marketplaces para isso. Segundo o relatório brasileiro feito pela Nilsen/Ebit em parceria com a ELO na 42ª edição do Webshoppers, as vendas dos marketplaces atingiram 78% das vendas onlines do Brasil no primeiro semestre de 2020.

Se você já vende em marketplaces como Via Varejo, B2W e MadeiraMadeira, utilizar uma plataforma de integração com diversos marketplaces, é uma excelente uma maneira de se digitalizar rápido, com qualidade e ao mesmo tempo, estar presente nos canais que são responsáveis por quase 80% das vendas online no país.

Dessa forma, você poderá gerenciar facilmente sua presença em cada um deles e vai aumentar sua presença online com qualidade e eficiência,  automatizando seu negócio sem perder o controle da sua operação.

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Vinicius Ribeiro

Vinicius Ribeiro

Gerente de Marketing no Magis5, mineiro apaixonado por inovação, tecnologia e transformação digital. Para falar com Vinícius, basta enviar um e-mail para vinicius.ribeiro@magis5.com.br