Saiba como a gigante do comércio eletrônico da Sea Limited, com sede em Cingapura, com mais de 2 milhões de vendedores brasileiros registrados em sua plataforma, planeja se estabelecer como uma potência nacional do varejo. Será que a Shopee no Brasil superará o Sudeste Asiático?

O Brasil é hoje, sem dúvidas, a “menina dos olhos” para a Shopee. Impactado positivamente pelo comércio móvel e a digitalização do varejo, o país tem oportunidades para serem exploradas por todo o mercado.

Mais que isso, com a expansão das soluções de pagamento digital e o surgimento de novos meios de pagamento alternativos, estima-se que, aqui, o e-commerce cresça 30% a cada ano até 2025.

Dito isso, vejamos como o Brasil pode se tornar o maior mercado mundial da Shopee e o que esperar das tendências para o futuro do marketplace nacional, já que o país é hoje a maior economia da América Latina. 

Gráfico que mostra que o Brasil é responsável por mais da metade da economia na América Latina
Pesquisa realizada pelo Ebanx, o Brasil representa mais da metade da economia da América Latina

4 fatores estratégicos para a ascensão da Shopee

Liderado pelo CEO Chris Feng, a Shopee foi lançada em Cingapura em 2015 como um mercado social centrado em dispositivos móveis. Aqui estão quatro principais fatores que impulsionaram a ambiciosa jornada da startup de comércio eletrônico.

O lema é móvel em primeiro lugar (mobile-first)

Desde o início, a Shopee viu o celular como uma tendência emergente e o caminho a seguir para o comércio eletrônico na sua região. Assim, concentrou-se em, imediatamente, otimizar a experiência e o engajamento do usuário por meio de dispositivos móveis

Essa abordagem permitiu que a empresa aproveitasse o crescimento contínuo do aparelho celular e atendesse às necessidades dos usuários mais jovens, que cresceram se comunicando, colaborando e se divertindo através desses dispositivos.

Segundo a companhia, mais de 95% dos pedidos realizados na plataforma são feitos pelo celular

Abordagem hiper localizada

A Shopee adota um foco “micro” em cada mercado que experimenta. A ideia é que ao entender as particularidades de cada região e o comportamento dos usuários, a empresa consiga corresponder às suas necessidades e expectativas.

Como? Além de ter escritórios e equipes locais onde atua, são criadas campanhas de marketing específicas. Por exemplo, na Indonésia, a Shopee lançou a Shopee Barokah, uma variedade de produtos e serviços compatíveis com o seu público muçulmano.

Foco na experiência do cliente

Para a Shopee, o objetivo sempre foi fornecer uma experiência de compra personalizada e social para os seus usuários. Dessa forma, ela aproveita dados e recursos de inteligência artificial para identificar padrões e insights de navegação.

Assim, as novas tecnologias são aliadas na construção de distintas jornadas ao seu público. Isso porque ao invés de se concentrar apenas em competir pelo preço, marcas vencedoras engajam seus clientes e criam afinidade e fidelidade por meio dessa estratégia. 

Hoje, a plataforma cria experiências imersivas ao construir uma comunidade forte que permite que os usuários se conectem e interajam uns com os outros.

Suporte de ponta para o empreendedor

A empresa está comprometida em fortalecer o ecossistema de seus comerciantes parceiros. Para isso, oferece uma variedade de ferramentas e recursos de dados para o vendedor rastrear e obter dicas do mercado, bem como um portal em que é possível criar vouchers e outras ferramentas promocionais. 

À título de exemplo, a Shopee se uniu ao Google para lançar o Google Ads com o Shopee, uma solução de marketing inédita para as lojas impulsionarem as suas vendas virtuais, aumentando a sua presença online, criando maior engajamentos com clientes e gerenciando melhor os seus negócios. A Shopee também tem como objetivo impulsionar a próxima onda de crescimento digital nas regiões em que atua e garantir que mais empresas possam se digitalizar. Portanto, vamos analisar como o Brasil se tornou o cenário ideal para aproveitar a crescente onda de oportunidades do marketplace.

Shopee no Brasil: como o marketplace vem ganhando força no país

A operação da Shopee no Brasil está ativa há, aproximadamente, dois anos e agora é o principal aplicativo de compras, com base em downloads e na quantidade de tempo que os usuários passam no mercado, substituindo o Mercado Livre da Argentina.

No momento, os negócios da Shopee no Brasil representam cerca de 5,3% do GMV (Gross Merchandise Volume) geral da companhia, segundo dados compilados pela empresa de pesquisa YipitData. Enquanto isso, todos os outros novos mercados ainda estão no estágio inicial de expansão, não representando mais do que 0,1% do GMV total.

Impulsionada pelo boom do e-commerce no país e das compras feitas por smartphones, a empresa pretende investir mais no desenvolvimento de um ecossistema sustentável. Já que, nesse ponto, em muito o mercado brasileiro se assemelha com o asiático enquanto economia emergente. 

Uma pesquisa realizada por J.P Morgan, apontou que a população brasileira oferece um grande potencial de crescimento do comércio eletrônico internacional, e as principais fontes de vendas realizadas pelos consumidores são através dos celulares, computadores e aplicativos de e-commerce. Como mostra a imagem a seguir:

Infográfico que mostra quais são os principais meios utilizados pelos consumidores para fazer suas compras no comércio eletrônico. Sendo celular, navegador de computador e aplicativos
Infográfico com as principais fontes de tráfego dos consumidores quando compram no e-commerce.

A intenção da companhia é dominar do global para o local e do local para o global. Não é à toa que, quando começou a operar em solo nacional, concentrou sua oferta em produtos importados, mas logo depois passou a cadastrar lojistas e vendedores brasileiros.

Segundo Felipe Feistler, gerente de negócios da Shopee no Brasil:

“Nosso objetivo é fornecer aos compradores a melhor experiência e ajudar as empresas locais a aproveitar as oportunidades da economia digital. Assim, permitimos que os usuários comprem de nossos vendedores em todo o mundo enquanto ajudamos os vendedores locais a fazer seus negócios crescerem”.

Feistler explica que o objetivo inicial era ajudar vendedores internacionais a expandirem seus negócios e dar aos clientes brasileiros acesso a produtos globais. No entanto, viram uma grande oportunidade de negócio quando observaram que o e-commerce nacional ansiava por digitalização, especialmente por parte de pequenas e médias empresas. 

Em termos de América Latina, a Shopee se expandiu recentemente para o México, mas apenas com operações cross-border.  Os planos de crescimento da companhia ainda se concentram no Brasil, com áreas de inovação sendo concentradas em uma estratégia central de criar uma experiência personalizada e social para os usuários, desenvolvendo novas maneiras de envolver os consumidores.

Pensando nisso, a companhia recebeu, neste ano, autorização do Banco Central para ir além do marketplace e operar, também, como uma instituição de pagamento. 

Controlada pela SHPP Brasil Participações, a ideia é atuar na modalidade de emissor de moeda eletrônica e, nas palavras do BC, “gerenciar conta de pagamento do tipo pré-paga, em que os recursos devem ser depositados previamente”.

Como se não fosse o bastante, a varejista também é a mais nova parceira do marketplace do PicPay, podendo oferecer cashback em compras e descontos promocionais exclusivos.

Esses são apenas algumas das razões pelas quais a Shopee tem, agora, muito mais vendedores domésticos locais no Brasil do que vendedores internacionais. 

Com tanto destaque e assertividade no mercado nacional, as demais varejistas do país começam a se questionar sobre essa nova e inevitável concorrência.

O “fator Shopee” preocupa as gigantes do mercado brasileiro de e-commerce

O Brasil é o maior e mais promissor mercado eletrônico da América Latina e, de fato, impulsiona o crescimento do varejo online na região. Portanto, o seu desenvolvimento e penetração no país, com o consequente aumento de vendas, tornou-se um ponto de atenção para as suas concorrentes. 

Ainda que o GMV das operações da Shopee no Brasil não seja suficiente para ultrapassar as líderes Magalu, Americanas e Mercado Livre, a previsão é que a plataforma asiática expanda ainda mais suas operações em território nacional para diluir custos e aumentar a sua margem de lucro. 

Vale ressaltar que a Shopee vem, a cada vez mais, apostando na sua estratégia híbrida (que combina as eficiências operacionais de uma marca global com vendedores locais) para se manter competitiva e crescer no Brasil.

Essa tendência de hibridização visa expandir e alavancar sua performance no curto prazo com uma abordagem ativa de gamificação aliada ao comércio eletrônico.

Os planos da Shopee no Brasil e em toda sua extensão para compras gamificadas é, em grande parte, cultural, já que a Garena – divisão de jogos da sua controladora Sea – é a desenvolvedora do bem-sucedido jogo Free Fire.

Essa prática está sendo aplicada quando minigames dão cupons, que efetivamente viram desconto nas compras e assim incentivam seus consumidores a aderirem aos jogos para garantir seus produtos com um preço ainda mais acessível.

Minigame disponível no aplicativo da Shopee que disponibiliza descontos nas compras quando são completados
Minigames dentro do aplicativo da Shopee

Em um estudo com usuários da Amazon , pesquisadores espanhóis descobriram que a introdução de elementos de jogos em plataformas de comércio eletrônico tem um impacto “direto e positivo” no engajamento do usuário. 

Além disso, a empresa se direciona para não deixar de fornecer uma experiência personalizada e social para seus usuários e é, atualmente, uma das poucas plataformas que se preocupam em criar serviços de valor agregado para enriquecer o processo de compra/venda de seus usuários:

  • Shopee Feed: listas personalizadas de produtos favoritos para clientes;
  • Shopee Live Chat: ferramenta de mensagens integrada;
  • Shopee Live: recurso de transmissão ao vivo que permite que vendedores e compradores se comuniquem diretamente;
  • Shopee Mall: marketplace exclusivo para marcas oficiais e campeões de vendas;
  • Shopee University: cursos e tutoriais para vendedores melhorarem as suas vendas.

Não obstante os esforços para capturar uma maior participação de mercado este ano, o marketplace planeja lançar mais eventos de compras para o segmento de luxo e investir com maior afinco em publicidade, considerada uma estratégia de monetização fundamental para o grupo.

Por fim, como uma plataforma relativamente nova e cuja disrupção está no seu DNA, é uma ferramenta extremamente intuitiva e prática para o empreendedor. 

Atualizações feitas pela Shoppe no Brasil em 2022 que você precisa saber

Para se manter tão competitiva no mercado dos marketplaces a Shoppe sempre procura formas de atualizar sua plataforma e entregar uma melhor performance para seus vendedores e por consequência um ambiente mais preparado aos seus consumidores. 

Sendo assim, neste ano de 2022 a companhia divulgou algumas de suas atualizações para o público e uma delas tem relação direta com o pagamento de contas por CPF, que sofreu uma mudança. 

Confira o vídeo a seguir com as explicações que você precisa saber caso esteja pensando em entrar para o mundo dos Shoppers ou se já está nele e ainda não está sabendo desse upgrade. 

Vídeo sobre novas atualizações em 2022 da Shopee no Brasil

Outra atualização que foi liberada em 01 de fevereiro de 2022 que possui ligação direta com um acréscimo que passou a ser cobrado de R$ 3,00 na comissão sob cada pedido

Essa regra se aplica para vendedores que emitirem mais de 900 pedidos nos últimos 90 dias e usam conta com CPF. 

Como funciona a nova política de comissão na Shopee para vendedores com CPF

Vale ressaltar que a política vale apenas enquanto o vendedor opera via CPF. A partir do momento que o lojista migrar para CNPJ essa condição para de valer e o status é atualizado em até 7 dias úteis. 

Confira quais são os benefícios oferecidos aos vendedores que utilizam CNPJ:

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Como funciona a comissão para vendedores que usam CNPJ na Shopee

Quer saber o que levou a Shopee no Brasil a adotar essa nova política para pessoas físicas e a influência dessa mudança na vida dos vendedores que possuem cadastro via CPF? Assista o vídeo a seguir do nosso canal no YouTube!

Vídeo sobre nova política pessoa física da Shopee no Brasil

Além disso, para aumentar o ticket médio na plataforma chamando a atenção de vendedores que vendem produtos de categorias com preços mais elevados, o Shopee estabeleceu uma nova taxa de comissão, que funciona da seguinte forma: 

  • Vendedores utilizando a taxa de comissão normal (12%): para compras acima de 850,00 reais, o valor da comissão será sempre de 100,00 reais;
  • Vendedores com pacote opcional de frete grátis (18%): Para compras acima de R$ 500,00, o valor da comissão será sempre de R$ 100,00.

Essa tática é muito interessante para vendedores que exibem produtos de alto valor e muitas vezes cobram altas comissões.

Assim, se você quer aproveitar a grande visibilidade da Shopee no Brasil para impulsionar as vendas do seu negócio, clique aqui e integre agora mesmo a sua loja ao futuro (e presente) do marketplace em nosso país.

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Izadora Guimarães

Izadora Guimarães

Mineira, redatora da startup Magis5, apaixonada por esportes de velocidade e inovação. Para entrar em contato sobre as pautas abordadas, enviar e-mail para: izadora.guimaraes@magis5.com.br.